26.7.09

As lembranças boas

Com o som à altura, mais que se possa ouvir, os lampejos de atenção insistem em dizer estou aqui, é apenas distração, uma vitória a se conseguir. Foi nestes caminhos que caminhamos por um bom tempo, cada dia em cada vento, foi sentindo o cheiro da poeira, da seca, da mudança que a vida passou, do medo que a chuva levou. Agora a televisão anuncia, na propaganda do dia, que é chegada a hora de ser diferente. Aquela porta que por muito tempo foi aberta com braços de ferro, algumas vezes alterando a verticalidade, daqui a um tempo ficará fechada pro sol. Entre a mistura de sons longíquos, percebe-se que a vida continua, o mundo continua, mais aqui dentro ainda permanece a incerteza de se vai dar certo a tomada decisão. Das chaves só restarão boas lembranças, deste ambiente ficarão resquícios de uma vida, que passou em seu acalanto espaço. Seres que aqui sorriram, choraram, puderam ser mais, ou menos do que imaginaram. Nem um sequer detalhe vai ser esquecido. A distância vai acalmar, vai curar. Mais ainda há um querer maior de voar, de sobrevoar o destino e encontrar saídas maiores, as vezes erramos tentando acertar, mais que façamos sempre a melhor escolha, não há arrependimento, não haverá tristezas, apenas lembranças, boas recordações na memória. Tempo bom que teve seu tempo, agora é tempo de mudança, cada fase que vivemos, sabe-se que é temporária, não há espaço para sofrer, vamos seguir e guardar mais, mais, sempre mais dentro de nós. Isso é importante, isso deve permanecer em nós. Boa mudança!

Um comentário:

O Profeta disse...

O desejo mora no limite da razão
Há tanto de intemporal em ti
Solta a palavra em lábios inquietos
As cores do teu “eu” penso que não vi

Imaginei-as mil vezes
Ouro de lei, a limpidez dos diamantes
O pensamento é cavalo errante
Feito na viagem de breves instantes


Bom fim de semana




Doce beijo